Pois bem. Estava eu a pensar com os parcos neurônios esfumaçados que me restam sobre Florianópolis, a ilha da magia e do esgoto desencanado. Morei aqui grande parte da minha vida de 24 anos e, enfim, tenho direito e autoridade para falar sobre a mesma. Poderia falar bem, mas isso eu deixo para a edição de turismo da Veja. Vamos falar mal que é melhor e mais fácil, não precisa de muito empenho e tudo mais. Poderia dar solução/soluções, contudo não adianta pois preferem deixar sem solução/soluções como o caso da Família RBS. Então, pensava eu intimamente para que servem algumas coisas daqui, pois temos várias coisas, bonitas e feias, úteis e desagradáveis e para todas elas temos algum uso, certo? Um pouco mais de uso, um pouco menos de uso, mas algum destino, alguma função elas possuem. E na minha lista, pois bem, caro e amigo leitor, estava eu a debater mentalmente sobre três das varias coisas que Florianópolis possui e faz uso, contudo são elas um pouco mais, um pouco menos importantes que as demais. Estava eu a pensar sobre o nosso prefeito, a Guarda Municipal e a Ponte e Cartão Postal Hercílio Luz e lá vai a titica que eu pensei.

Todos nós, habitantes dessa ilhota, sabemos que nosso prefeito anda sumido. Ou quem fala é o vice ou quem fala é a copeira do seu gabinete dizendo que ele não esta e perguntando se é pra deixar recado. Onde esta o prefeito, pergunto eu? Pergunto eu, para mim e para vocês, para que serve o atual prefeito D.E.Berger, sagitariano, 54 anos de idade, Bom Retirense de certidão e coração. Nosso prefeito, dizendo mais, já foi prefeito da nossa co-irmã cidade de São José, fazendo até alguma coisa por lá que foi… Eu não sei. Se você mora pelas redondezas e sabe o que ele fez, comente. A tal cidade hoje é administrada pelo seu irmão “Dijauma” Berger, vale ressaltar. E o que ele fez ou o que deixou de fazer, bem, só o povo de São José sabe. Voltando ao prefeito, eu me pergunto: Prefeito, o que você fez pela gente? Muitos irão dizer que ele fez o tapete preto, que bom… Já está escangalhado. Outros irão dizer que ele fez a Beira Mar Continental, que bom… Quantos carros já passaram por lá?. Alguns outros irão falar que ele, bem, é um prefeito ecológico, que bom… E a Moeda Verde? Falando em ecologia, tem a árvore de Natal, né, barata e ecológica. Poucos irão falar que ele é um negociador nato, jogador caro, formado em administração, que bom… E o Passe Livre e sua empresa de transportes? E alguém irá falar mais alguma coisa? Alguém? Sim, eu poderia falar mais, contudo… Próxima divagação.

Os Smurfs! A nossa querida e amigável e sempre prestativa Guarda Municipal. Os garotos e garotas alegres e sorridentes com seus coletes e suas motos e seus carros zeros, pimposos com seus bloquinhos de multa. Para que serve eles? O Cesar Valente, jornalista daqui, em seu blog, comentou: Para nada, “Inúteis”, quase como a música. Eu e a torcida do Figueirense, Avai e Guarani de Palhoça também achamos. Na verdade, eu vislumbro que eles servem para duas coisas: Dar apitinhos em carros parados ou em qualquer coisa que tenha rodas e esteja parada, até carrinho de bebe no meio da rua & observar a paisagem do nosso lindo por-do-sol e o movimento dos transeuntes, ao invés de auxiliar os mesmos num trecho de avenida mal planejado (mas isso não vem ao caso agora), no terminal central. É. Isso e outras 2 coisas que bem, não deve ter importância. Ah! E o superfaturamento de armamento e equipamentos militares, creio eu também. Ou não? A moda é ter segurança. Dizem as bocas também que o comandante (ou foi ou é) da G.M.F é sobrinho do ex-secretário que autorizou a criação da mesma. Enfim, eles servem para alguma coisa, ato falho meu. Coisa ruim ou coisa inútil, mas servem. Segue…

A maior teta governamental-municipal que já existiu e existirá nesse estado. É assim que eu considero a Ponte Hercílio Luz. A primeira reflexão que vem nesta cabeça pensante é quem ou qual bulhufas constrói uma ponte de ferro sobre o mar? É. Ninguém passa por ela, a não ser os passarinhos e as gaivotas cagonas. Ciclistas, pedestres, cadeirantes, enfim, ou pegamos um ônibus e pagamos caro ou vamos de carro e pegamos fila ou vamos por debaixo de uma das duas pontes e pegamos chuva, isso se não pegarem nossa carteira. Na Wikipedia temos toda a história da nossa maior fonte de fotografias dos que visitam nossa Ilha. Vou botar aqui um trecho interessante para ninguém perder tempo, pois já esta perdendo aqui, de ir até lá:

Depois de obter empréstimo equivalente a dois orçamentos anuais do Estado de Santa Catarina, o governo finalmente iniciou a construção da ponte em 1922. Todo o material foi trazido pelos estado-unidenses, os engenheiros Robinson e Steinmann. O pagamento dos empréstimos, feitos junto a bancos norte-americanos, só foi concluído em 1978, mais de 50 anos após a inauguração da ponte.

Desde o princípio, o processo de financiamento foi complicado. O primeiro banco que havia emprestado os 20 mil contos de réis ao governo catarinense faliu. Assim, um novo empréstimo teve que ser obtido, atrasando as obras. Além disso, uma manobra dos banqueiros estado-unidenses fez com que o Estado de Santa Catarina se responsabilizasse por dívidas da instituição falida. Ao final, o custo atingiu 14 milhões 478 mil 107 contos e 479 réis — praticamente o dobro do orçamento do Estado à época.

É. E esse ano foi destinado dos cofres públicos e seu orçamento 177 milhões para sua reforma, fora o que os outros governos destinaram para o mesmo fim. Que bom. Pelo menos não estão botando fogo no meu dinheiro. Que bom.

Essas foram apenas 3 coisas que merecem comentários sobre o que servem ou não. Pensei em falar sobre a Zona Azul, as ciclovias, o Plano Diretor, o tratamento de esgoto, as lombadas eletrônicas/pardais/multas falsas, nossos vereadores, os ambulantes peruanos, os distribuidores de panfletos de dentista e puteiro, a cultura quase inexistente, pois, muitas coisas, mas isso é assunto pra mais de metro e pra outros posts. Pois bem, é isso. Obrigado pela sua falta de atenção.

6 respostas em “

  1. Bom post.
    Eu gostaria de participar mais ativamente. Mas não sei como. As infrutíferas e raras manifestações contra o passe, ou a favor do passe-livre não cobrem muitas das questões aqui levantadas…
    Como que nós, cidadãos, ainda que em pequena quantidade, poderíamos mudar essa situação? É uma pergunta que me faço.

  2. Eu vivo confabulando uma maneira de chamar a atenção desse povinho ilhéu medíocre. Não tô falando da dona Maria da costa de dentro do avesso do lado esquerdo do Pirajubaé. Tô falando das criaturas que têm acesso à informação e cagam pra isso. Admito que não sei mais se vale expôr o indivíduo (no caso eu) ao coletivo. Mas agradeceria se alguém me convencesse a retomar o plano inicial e junto gritasse “Viva la revolución!”

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