Num lugar não muito longe daqui…

– Eu não te amo mais.

Levantou-se do colchão, vestiu a calcinha, camiseta, calça jeans, o tênis, fechou o zíper, a porta e saiu. Viajou para longe, tentou uma nova vida. A outra, bem, continuou na cama pensando o que faria para o almoço: Omelete ou ovo frito?.

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– Filho?!
– Pai?!

O pai, em busca de algo mais divertido, procurava travestis. O filho, em busca de algo a mais no salário, travestia-se como opção. Numa noite qualquer, qualquer coisa aconteceu.

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No supermercado, abrindo cervejas num dia quente

– Essa música me dá vontade de cortar os pulsos.
– Essa música me dá vontade de passar Listerine no saco.

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– Tá vendo isso daqui? Tá vendo?! Olha bem! Olha bem mesmo, sua cadela! É tudo bem! Tudinho! Tudo! Meu e de mais ninguém, porra!

A garota, histérica, pegava nos genitais do namorado com tanto afinco que mais parecia uma criança segurando o inseparável ursinho de pelúcia. Não aceitando o fim do romance, ela saia de si ao vê-lo com alguma qualquer.

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