Poema katamari

Este é mais um poema sobre tantas outras coisas
ele é apenas sobre um amontoado de coisas
e besteiras ou não, não as repreenda
apenas por serem tantas outras coisas.

Outros podem ter várias, você pode não ter nenhuma
coisas mundanas, coisas cotidianas, coisas comuns
sabe como é, poderiam ser coisas
iguais um copo, uma tatuagem no dedo, uma poltrona eames
que você não perceberia que existem e
apenas usaria, lavaria e sentaria
sem perceber, me entende?
são coisas que poderiam estar na sua casa, no escritório
no meio da rua dentro de uma sacola de supermercado
e quem sabe você visse dentro, que era um milhão de dólares
em diamantes que vale mais que barras de ouro
que vale mais que dinheiro que não vale nada
ou não
diria é bobagem, tudo bobagem
e iria pra casa dormir.

Mas não
elas estão aqui agregando, compondo, massificando
fazendo parte assim como tantas outras coisas
em mais este poema.

Palestra para dormir

Goleiro, zagueiro, libero, ala, lateral, volante, armador, cabeça de área, meia cancha. Centroavante, atacante.

A figura da poesia de C.D.de Andrade sobre a ótica do cinema e seus diretores no Brasil do século XXI.

Tema debatido pelo palestrante.
Time abatido palestrino.
Debato-me na cadeira com ambos.

Olha esse time
Quanta asneira.

Olha esse filme
Tamanha besteira.

Olha o gol
Olha o gaúche.

Não torço, não ouço.

Durmo.